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Romanos 12:2 Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

ATITUDE 434 - 28 "Melhor defesa: a unidade"




Melhor defesa: a unidade

por Atitude 434

“Irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo suplico a todos vocês que concordem uns com os outros no que falam, para que não haja divisões entre vocês; antes, que todos estejam unidos num só pensamento e num só parecer.” (1 Coríntios 1:10)

“Estejam alertas e vigiem. O Diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar.” (1 Pedro 5:8)




Ideia central: O Diabo sabe da importância estratégica que a igreja tem para o avanço do Reino; ele sabe que se conseguir dividir o Corpo, está tudo acabado.

Suas armas são: 1. Isolar as pessoas: Isolados somos presas fáceis; 2. Enfraquecer os elos: enfraquecer sua vida/fé/pacto; 3. Gerar conflitos: não gosto desse/não vou com a cara daquele/não vou perdoar; Esteja atento! Não dê lugar ao Diabo. Não seja o elo fraco da corrente; Tem muito mais em jogo do que nosso orgulho ferido, do que nossas opiniões.

Em meio a um conflito armado, a sentinela é o posto mais importante, por sua estratégica função de alertar sobre a aproximação ou até mesmo movimentação das tropas inimigas.

Desde sempre é assim. As grandes fortificações do passado remoto já apresentavam, em suas pesadas muralhas, estratégicos pontos de observação, de onde se podia enxergar até onde os olhos pudessem alcançar.

Nos dias de hoje e em meio aos crentes, não podia ser diferente. Até porque, ao contrário do que acontece quando o conflito é na esfera humana, enfrentamos principados e potestades do ar, sombrias e terríveis manifestações espirituais do mal que, como vimos no versículo de Pedro, anda ao nosso redor buscando oportunidade para nos atingir.

E, como não poderia deixar de ser, suas armas são, igualmente, invisíveis e traiçoeiras. Isolar pessoas; enfraquecer decisões; e gerar conflitos formam, entre outros, o arsenal diabólico armado contra a Igreja.

O Diabo sabe que se conseguir nos dividir abre significativas brechas por onde enfraquecer o Corpo e obstacular o avanço do Reino de Deus, na Terra. Então, esta é uma de suas estratégias preferidas.

Atingindo os sentimentos que já alimentamos em nossos corações, em virtude da nossa tendência pecaminosa, Satanás intenta alcançar aqueles que se isolam, como os grandes predadores fazem com suas presas, separando-as do núcleo do rebanho, a fim de devorá-las com mais facilidade.

E quanto às nossas decisões? Todo começo de ano – ou depois daquele acampamento abençoado – fazemos pactos, celebramos alianças, firmamos acordos. “Este ano vou ler a Bíblia toda!” “A partir daqui vou evitar falar mal de quem quer que seja ou dar ouvidos a fofocas!” “Jamais comentarei nenhum assunto tratado em particular com uma ou mais pessoas!” Mas terminamos não cumprindo.

Outra área frágil é a das preferências. Não sabemos você mas nós sofremos com a indisfarçável tendência de não “ir com a cara dessa ou daquela pessoa”, muitas das vezes sem ao menos ter um conhecimento maior sobre ela.
Sabe aquela história da “primeira impressão é a que fica”? Pois é. Se simpatizamos com alguém, ótimo; se não, aí o bicho pega! Já nos flagramos, inclusive, evitando determinadas reuniões por causa do(a) preletor(a). Como se Deus fosse limitado pela maior ou menor capacidade ou empatia de quem se coloca à Sua disposição para ministrar à Igreja de Jesus.

Mas, via de regra, o ser humano tem dessas coisas. E o Diabo sabe disso e tenta se aproveitar ao máximo de nossas limitações e fraquezas.

A solução é, ao nosso ver, evitar o isolamento a qualquer custo. Aconteça o que acontecer, “não deixe o Sol se por sobre a sua ira”. Não firmar pactos ou fazer promessas de médio e longo prazo. Que tal “um dia de cada vez”? Só por hoje não falar mal (nem ouvir) de ninguém!

Todas as vezes em que antipatizar ou entrar em conflito com alguém, se esforce, ao máximo, para resolver a questão – do modo bíblico (Mateus 18) – o mais rápido possível. Não deixe brecha por onde o inimigo possa entrar e fragilizar o Corpo de Cristo. Mantenha-se alerta, como recomenda a Palavra: “Coloquei sentinelas em seus muros, ó Jerusalém; jamais descansarão, dia e noite. Vocês que clamam pelo Senhor, não se entreguem ao repouso” (Isaías 62:6).

sábado, 4 de dezembro de 2010

ATITUDE 434 - 27 "Lugar mais seguro da Terra"

Lugar mais seguro da Terra

por Atitude 434

“(...) e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la.” (Mateus 16:18a)

“Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” (1 Pedro 2:9)

Ideia central: Os valores de Deus (como castidade, por exemplo) só fazem sentido no meio do Seu povo. É nossa língua. Nossa cultura. Nosso povo. Nosso lugar. A única forma de prevalecer e viver santidade: na igreja e através da igreja (não estamos dizendo que é somente dentro da igreja).

Desastre iminente: quando você se sentir mais confortável fora do que dentro.

Perigo: Quando amigos, lugares, valores, preferências, opções e estilos de vida do reino deste mundo nos atrair mais.
Cada povo tem seus costumes; sua cultura; suas tradições; seu linguajar.

Tem gente que passa anos longe de seu povo mas nunca perde a identidade. As raízes culturais que ligam a pessoa à sua terra natal, às suas origens.

Com o Corpo de Cristo também é assim. Temos nosso próprio linguajar, nossa forma de viver e fazer igreja, nossa identidade espiritual.

Somos especiais. Diferentes. Alienígenas. Defendemos a virgindade e a fidelidade conjugal como bandeiras, em meio ao frenético movimento a favor do preservativo e da liberdade (liberalidade) sexual.

Às vezes sofremos alguns abalos quando amigos, estilos de vida, valores e preferências mundanas nos atraem mais do que o ambiente da igreja, os(as) irmãos(ãs) mais chegados, as músicas de louvor a Deus, as sadias opções de divertimento e lazer.

Em momentos como este precisamos correr em busca de ajuda, entendendo que somente na, e através da, igreja conseguimos prevalecer e viver santidade, na essência. Em nosso lugar seguro, nosso refúgio. E resistir ao Diabo e a seus ataques, que objetivam em nos atingir e fragilizar.

Mas, como Pedro (Cefas), somos pedras únicas no edifício da igreja, alinhadas e aprumadas à pedra angular, a pedra de esquina chamada Jesus.

Somos pedras mas a argamassa que nos liga ao prédio como um todo é a Palavra de Deus, cimento doutrinário cuja liga sedimenta uma pedra à outra e assim sucessivamente até alcançar as que nos foram acrescentadas por último.

Neste contexto igrejeiro (com todo respeito), valores divinos, como a castidade, por exemplo, assumem lugar de destaque, gerando um estilo de vida “escandaloso”, aos olhos do mundo que nos cerca.

Mas é isto mesmo. Afinal de contas fomos chamados para anunciar as grandezas do Filho que nos resgatou das trevas para a maravilhosa luz de Seu (nosso) Pai. Com exclusividade.

Sabe aquela história de alguém que, por ser tão bom naquilo que faz, ganha um contrato de exclusividade. Só que conosco é o contrário. O bom é Quem nos chamou (contratou) e não nós (contratados), percebe? O Contratador detém todo o mérito, não o contratado.

Este é somente um vaso de barro nas mãos do oleiro. Um vaso que, ansiamos, de honra, como diz a Palavra de Deus, e não de desonra. E, em nossa pureza sexual, espelharmos a glória do Criador, no exercício natural de funções e sensações que nos foram dadas para total usufruto, dentro de uma aliança divina, chamada matrimônio.

Ou, no caso do solteiro, espelhar essa pureza sexual, num voto espontâneo e consciente de virgindade e não de celibato antinatural e impositivo.

Compreendendo nós, em qualquer dos casos (casados e solteiros), que a santidade está intrinsecamente enraizada em nossa identidade como povo e como nação: santa e exclusiva, em Deus; eleita e real, em Cristo Jesus.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

ATITUDE 434 - 26 "Você não está só!"




Você não está só!

por Atitude 434

“Ora, assim como o corpo é uma unidade, embora tenha muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um só corpo, assim também com respeito a Cristo. Pois em um só corpo todos nós fomos batizados em um único Espírito (...) E a todos nós foi dado beber de um único Espírito. O corpo não é feito de um só membro, mas de muitos. (...) Assim, há muitos membros, mas um só corpo. (...) Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo.” (1 Coríntios 12:12-14,20,27)




Ideia central: Seu pacto, sua pureza me santifica, me encoraja, pois somos membros uns dos outros. Como elos de uma corrente: um fraco, todos perdem. Sua vida de santidade (ou de pecado) afeta a minha porque estamos ligados espiritualmente uns aos outros.

Quando éramos garotos e andávamos em bando, tudo que um de nós se aventurava a fazer era, imediatamente, imitado pelos outros. Como uma reação em cadeia. Se alguém pulava um muro, todo mundo pulava junto; se alguém subia em uma árvore, lá ia a meninada toda atrás. E assim por diante.

No seio do Corpo de Cristo, a Bíblia nos recomenda adotarmos um sistema parecido. Como já vimos no devocional sobre mentoreamento, não fomos chamados para andar sozinhos.

Não sei se você conhece a técnica de vôo dos gansos. Em formação “v”, um bando de gansos voa quilômetros e quilômetros sem pousar em lugar nenhum. Acontece que à medida que o líder cansa, é, de imediato, substituído por outro que, no meio da formação, se acha mais descansado.

E o substituído entra em formação, aproveitando o vácuo de um companheiro à frente, a fim de ganhar impulso e poder descansar um pouquinho. Ou, na pior das hipóteses, se desgastar um pouco menos.

Somos membros de um mesmo Corpo, consequentemente, se um enfraquece todos os outros são afetados. Com nosso corpo acontece algo muito parecido. Ou não teve alguma vez que você sofreu qualquer tipo de ferimento ou virose e a febre bateu forte, derrubando-o, inclusive, de cama?

Tem até ferimento que você olha e não acredita que aquela inflamaçãozinha de nada provocou tamanha reação. Mas é assim mesmo. O organismo reúne forças para expulsar o invasor, na tentativa de sarar a parte atingida.

No Atitude 434 temos uma máxima no que se refere a sermos muitos formando um só organismo vivo, a Igreja de Jesus. Seu pacto, sua pureza nos santifica e nos encoraja, pois somos como elos de uma corrente e o desgaste sofrido por um se reflete em todos os outros.

Isto porque estamos espiritualmente ligados entre nós. Daí um alerta para todos e cada um de nós: somos, individualmente, responsáveis pela saúde ou doença espiritual do Corpo do qual somos membros.

Sabe aquele corinho “Eu preciso de você; você precisa de mim; nós precisamos de Cristo, até o fim. Sem cessar, sem parar, sem vacilar. Sem temer, sem chorar”? Pois é a mais pura verdade. Somos interdependentes sem sermos codependentes.

Esta é a parte saudável da dependência. Como um time, percebe? Se nossa defesa for fraca precisa que nossos atacantes voltem para ajudar a marcar. Senão de nada adianta fazer gols lá na frente, porque vamos terminar tomando mais gols, ainda, aqui atrás.

Um de nossos inúmeros especialistas em futebol já cravou a célebre sentença de que “uma boa defesa começa por um bom ataque”. Nem sempre. Mas até que, entre nós, crentes, não seria uma má idéia nos juntarmos para bloquear as investidas diabólicas ainda na fonte. Ou seja, no âmago de nossa falível e pecadora natureza humana.
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fonte: www.atitude434.com

ATITUDE 434 - 25 "Mentoreamento"




Mentoreamento

por Atitude 434

“Assim como o ferro afia o ferro, o homem afia o seu companheiro.” (Provérbios 27:17)

“É melhor ouvir a repreensão de um sábio do que escutar elogios de um tolo.” (Eclesiastes 7:5 – NTLH)

“Irmãos, sigam unidos o meu exemplo e observem os que vivem de acordo com o padrão que lhes apresentamos.” (Filipenses 3:17)

Ideia central: Somos parte de uma geração sem modelos e líderes. Parece que não temos mais pessoas que nos inspirem.

Caráter não se aperfeiçoa lendo, sozinho, mas vivendo na companhia de pessoas que nos inspirem, que acreditem e invistam em nós.

Só que isto exige relacionamento, abandonar nosso individualismo, se submeter a uma autoridade. Primeiro passo para a queda: caminhar sozinho na luta pela pureza sexual.

Mentores: quebra independência e disciplina o coração.

Sabe aquele personagem histórico, artístico ou desportivo pelo qual temos grande admiração?
Pois é. Se pudéssemos faríamos as mesmas coisas que ele faz ou diríamos as mesmas coisas que ele diz. Talvez pudéssemos correr como ele corre ou dirigir como ele dirige ou, quem sabe, apenas andar como ele anda.

Mas, e na igreja? Temos alguém em quem consideraríamos nos espelhar? Alguém cujos passos gostaríamos de repetir ou cujos caminhos gostaríamos de trilhar?
Se sua resposta for não para todas estas indagações, por favor, deite seu olhar sobre a sua congregação e, com certeza, encontrará alguém com quem, no mínimo, se identifica.

A partir daí, a máxima de que “caminhar sozinho na luta pela pureza sexual é o primeiro passo para a queda” se tornaria mais fácil de admitir e, consequentemente, de seguir o conselho de Provérbios 27:17.

Ao longo da história dos judeus e, em conseqüência quase natural, da igreja nascida do seio do judaísmo, a tradição sempre primou pelo respeito aos mais velhos, os chamados anciãos.

Não necessariamente ser ancião – terceira idade para os íntimos – é sinônimo de sabedoria, mas que a possibilidade de as experiências da vida conterem verdadeiras pérolas de sabedoria, isto sem sombra de dúvidas.

Mas nem sempre é possível encontrar alguém mais velho que possa nos acompanhar mais de perto. Por esta razão, temos outra opção quando o problema é escolher um mentor ou um parceiro de prestação de contas ou um conselheiro, se você preferir este termo.

Esta opção seria a confiabilidade. É, porque se temos dificuldade de abrir nossos corações com quem confiamos, imagine o contrário. Aí é que entramos mudos e saímos sem dizer nada. E isto não é bom, segundo a própria Bíblia ensina em Eclesiastes 7:5.

Precisamos de exemplos, de modelos, de mentores. Precisamos envergonhar e derrotar o Diabo, que sussurra aos nossos ouvidos que não devemos abrir nossas lutas – todas elas mas as sexuais em particular –, pois corremos o risco de perder nossa... reputação.

Mas quem está preocupado com reputação? Se perdermos a santificação não nos restará reputação nenhuma, porque o nosso relacionamento com Deus passa, em primeira instância, pela integridade de caráter.

E se não temos mais integridade, consequentemente, não temos mais, aos olhos de Deus, reputação. Sim, porque aos olhos humanos ter reputação não necessariamente significa ser íntegro, honesto, confiável.

E tudo isto é uma questão de caráter. De aperfeiçoamento do caráter, segundo o modelo de Cristo. E caráter não se aperfeiçoa sozinho e, sim, compartilhando a caminhada com pessoas que nos inspirem, acreditem e invistam no seu relacionamento conosco e, primariamente, com Jesus.

Só um lembrete para encerrar: muito cuidado, não esqueça que os elogios, via de regra, são “cascas de banana” nas quais temos a mania boba de escorregar, nos deixando ensoberbecer por realizar algo que, de verdade, de verdade, é fruto da Obra de Deus e da unção sobrenatural do Espírito, sobre e através de nós.
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fonte: www.atitude434.com

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

ATITUDE 434 - 24 "Cultive o hábito"




Cultive o hábito

por Atitude 434

“Por isso digo: Vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam. Mas, se vocês são guiados pelo Espírito, não estão debaixo da Lei. Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti: Aqueles que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos.” (Gálatas 5.16-24)

Ideia central: A prática de disciplinas espirituais não deve ser pra ganhar pontos com Deus ou porque “tenho que fazer”. Havia um ditado comum na Igreja primitiva: “A alma e o corpo formam o homem, o espírito e a disciplina formam um cristão.”

Oração: alinha meu coração; Palavra de Deus: purifica minha mente; Jejum: doutrina meus desejos; Serviço: me torna humilde (o solteiro cuida das coisas do Senhor)

Na Igreja primitiva popularizou-se um ditado muito interessante, do ponto de vista didático: “A alma e o corpo formam o homem; o espírito e a disciplina formam o cristão”.

Na incessante batalha entre a carne e o espírito – assim como vimos em relação ao treinamento – a disciplina é um fator fundamental à vitória da luz sobre a treva.

O tempo todo precisamos lutar contra a resistência natural do ser humano à disciplina. Ao invés de levantar um pouco mais cedo e fazer qualquer tipo de atividade física, não tenha dúvida que preferimos ficar um pouquinho mais na cama quentinha.

Ao invés de optar por encher nossa bandeja com saudáveis e coloridas opções de verduras e legumes, preferimos avermelhá-la até as bordas com suculentas fatias de picanha ou pernil. Esta é a tendência natural do homem: a indisciplina.

Caso contrário, nosso intrépido e insubmisso Adão, deixaria de lado a única exceção de todo o jardim, em atitude de obediência (disciplina) a Deus. Mas a nossa teimosa e humana “imagem e semelhança de Deus” só sossegou quando enfiou os imaculados caninos na proibida fruta da árvore do conhecimento do bem e do mal.

Por isto, amado(a), começamos confessando logo. Nesta história de disciplina espiritual, a coisa sempre é complicada. Em se tratando de sexualidade, então, nem se fala! Purificar a mente com a Palavra e disciplinar nossos desejos como sacrifício de jejum são coisas extremamente difíceis para nós.

Mas, crucificar a carne, segundo o apóstolo, submetendo suas paixões e seus desejos, não é escolha; é obrigação. Afinal de contas, como já vimos em devocional anterior, se não cuidarmos do corpo, ele termina cuidando de nós. Mal cuidando, diga-se de passagem.

Precisamos nos humilhar diante de Deus, reconhecendo nossas limitações em relação à sexualidade ou, do contrário, jamais conseguiremos alinhar nossos corações com os ditames bíblicos sobre uma vida sexual saudável e agradável a Deus.

“Viver pelo Espírito” é o ideal de Paulo, consciente do perigo que a carnalidade representa para a espiritualidade. E, embora o ensino paulino abranja outras áreas da nossa humana constituição, como discórdia, ira e egoísmo, por exemplo, não resta dúvidas de que seu foco maior se concentra na sexualidade.

Temos histórica dificuldade em nos libertar de velhos e prejudiciais hábitos, substituindo-os por práticas saudáveis como, por exemplo, separar o tempo do futebol ou da novela, para ler a Bíblia ou aquela rotina da academia de musculação por um tempo de reflexão e jejum.

Mas não fique triste se você ainda não conseguiu atingir nenhum destes alvos. Somos assim mesmo. Como diz a Bíblia, nenhum de nós é justo, diante de Deus. Mas, pela fé em Cristo Jesus, por outro lado, somos mais do que vencedores. E é isto que faz toda a diferença.

Debaixo do guarda-chuva do Atitude 434, então, tomemos algumas resoluções importantes a partir daqui. Vamos separar, disciplinada e diariamente, um tempo, alguns minutos que sejam, para alinhar os nossos corações e purificar as nossas mentes.

Se conseguirmos alcançar este objetivo, podemos ir, pouco a pouco, elastecendo essas fatias de tempo até que tenhamos certeza de que são suficientes para nos guardar, a cada dia, das investidas da carne.
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fonte: www.atitude434.com/

terça-feira, 30 de novembro de 2010

ATITUDE 434 - 23 "Tentar versus Treinar"




Tentar versus Treinar

por Atitude 434

“Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor! De modo que, com a mente, eu próprio sou escravo da Lei de Deus; mas, com a carne, da lei do pecado.” (Romanos 7:25)

 “A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz; a mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se submete à Lei de Deus, nem pode fazê-lo. Quem é dominado pela carne não pode agradar a Deus.” (Romanos 8:6-8)



Ideia central: É aqui que falham nossos pactos e promessas... Temos boa intenção, sinceridade. Nos esforçamos pra valer. Mas ignoramos o papel do corpo neste processo. Nosso corpo poderá pôr tudo a perder. Sendo a base do desejo, o corpo precisa ser ensinado, treinado a viver o que é puro. Esquecemos da importância de treinar o corpo para fazer aquilo que não conseguimos fazer naturalmente.

Ficamos abismados com os limites que os atletas de nosso tempo têm ultrapassado. Nas pistas, nas águas, nos ares, por todo lado, recordes são pulverizados pelos bólidos, torpedos e mísseis, de carne, ossos e músculos – principalmente estes – de performances imponderáveis até bem pouco tempo.

Tornaram-se os seres humanos mais rápidos, mais fortes e mais ágeis? Nem tanto. Então devem estes superatletas seguirem uma rigorosa dieta de nutrientes especiais que os tornam melhores que os atletas de um passado não tão distante? Também não.

O que acontece é um somatório de vários fatores. Entre estes, um dos mais importantes, é o treinamento especial, à base de equipamentos ultrassensíveis que detectam até o mais ínfimo detalhe, que, na reta de chegada ou na hora do impulso, faz toda diferença.

Recordes são quebrados naturalmente com o passar do tempo. Até aí não há nada demais. A questão é que, de uns tempos para cá, as marcas passaram a cair, uma atrás da outra. Muitas das vezes, pelo mesmo atleta. O que nos leva a concluir que a metodologia de treinamento destes recordistas tem evoluído a ponto de tornar suas habilidades, de naturais em extraordinárias.

Assim como acontece conosco, crentes em Cristo, após a conversão. Sabendo que nosso corpo – em especial nosso coração – tem tendências pecaminosas, por natureza, precisamos estar desenvolvendo novas técnicas de treinamento a cada dia, a fim de mantê-lo (ao corpo) cativo do Espírito que nele habita.

Porque a decisão é nossa. E não de Deus. Lembra da história do “livre arbítrio”? Pois é. Livre arbítrio significa que somos habitados pelo Espírito, mas, no final, quem decide somos nós. E não Ele.

Por isto, precisamos nos manter em alerta exercitando o nosso corpo o tempo todo, a fim de que ele, sendo a base do desejo, não termine por nos dominar, ao invés de o contrário.

Não é à toa que aqueles superatletas já saiam de uma quebra de recorde pensando no treino seguinte. Eles têm a consciência de que não podem descansar nos louros de uma vitória, senão terminam fracassando na próxima tentativa. E perdendo não apenas um título mas principalmente um recorde.

Bater um recorde, nas circunstâncias tecnológicas atuais, até que não é tão difícil assim. A questão é mantê-lo nas mesmas mãos por muito tempo. Com os pactos e promessas que fazemos, em nossa caminhada cristã, acontece algo muito parecido.

Até temos boa intenção. Até nos esforçamos... de verdade. O problema é que precisamos treinar os nossos corpos para fazer algo que, naturalmente, não é sua capacidade realizar.

Como os recordistas, temos que sair de cada prova já pensando no treinamento do dia seguinte. Porque, como diz Paulo em sua Carta aos Romanos, somos escravos, na carne, da lei do pecado e a mentalidade da carne é inimiga de Deus. Ou seja, intrínseca em nós está a natureza contrária ao Criador e favorável à criatura.

A qual – natureza – só podemos vencer se nos exercitarmos nos princípios e mandamentos da sadia doutrina de Jesus Cristo. Que, indiferente à tecnologia, sobrevive a milênios escudada tão somente em um valor absoluto: a verdade.

Viver santidade e pureza, em todas as áreas de nossa vida, é perfeitamente possível. Só precisa exercitar a fé de que ao nosso alcance e, muitas vezes, bem à nossa frente, estão os nutrientes especiais suficientes para alimentar nossa alma e nosso espírito, a ponto de torná-los capazes de submeter nossos corpos às mais inacreditáveis quebras de recorde.

Como também assegura o apóstolo Paulo, a fim de completar, com sucesso, a carreira da divina vocação em Cristo Jesus. Nosso Mestre; nosso Treinador; nosso Nutricionista; nosso Médico.
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fonte: www.atitude434.com/

ATITUDE 434 - 22 "Controlados pelo Espírito"




Controlados pelo Espírito

por Atitude 434

“Pois a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais.” (Efésios 6:12)

“Vós também estão sendo utilizados como pedras vivas edificação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo, oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo.” (1 Pedro 2:5)



Ideia central: A única forma de conseguirmos vivenciar um pacto é permitirmos que o Espírito Santo assuma o controle do nosso corpo. Pureza sexual é fruto do Espírito. Não é algo que possamos fazer. O Atitude 434 está fadado ao completo fracasso se ficar restrito ao calor de uma emoção momentânea. Mente pura, desejo puro e espírito puro só serão atingidos mediante a diária consagração de seu corpo.

Lembramos do dia em que fizemos uma decisão por Cristo. Já saímos de casa com aquela intenção e ficamos só esperando o apelo do pastor, ao final da pregação.

Uma emoção muito forte nos invadiu e não conseguimos conter as lágrimas. Mas não eram lágrimas só de emoção. Eram lágrimas, também, da consciência de termos feito, pela primeira vez, uma escolha que envolvia tudo que cercava nossa vida, nesta esfera terrena e nas esferas celestiais.

Se, até aquele momento, tínhamos, por exemplo, medo da morte, a partir dali a morte se tornou apenas mais um acontecimento, que separava esta existência da existência eterna, ao lado de Cristo.

Um Cristo que, entendíamos e acreditávamos, existia, de verdade. E, de fato, viera ao mundo, desnudando-se de Sua forma natural de Deus, a fim de morrer no nosso lugar, pagando o preço dos pecados do passado, do presente e... do futuro.

A consciência que temos, ainda hoje, é que aquela decisão não foi fruto de uma emoção momentânea e passageira. Foi fruto de um processo que começara quando, pela primeira vez na vida, tivemos contato – real e concreto – com um grupo de pessoas inteligentes, produtivas e racionais, o suficiente para terem feito, como nós, escolhas conscientes.

Hoje, assim como há quase 20 anos, continuamos com a mesma consciência de que, independentemente das circunstâncias e das nossas limitações – essencialmente humanas – Cristo existe, porque temos experimentado de Sua Graça, de Sua misericórdia e de Seu cuidado, ao longo de todo este tempo. Na nossa vida e na nossa casa.
Sendo homem que veio do mundo se convertendo já adulto e com família instituída, temos a consciência ainda mais aguçada de que, diariamente, precisamos estar renovando o pacto que fizemos na noite daquele domingo, de seguir e obedecer a Cristo e à Sua Palavra.

Temos esbarrado nas armadilhas que o inimigo, ao longo de todos estes anos, tem montado, em nosso e no caminho de outros homens tementes a Deus, a fim de tentar nos enganar com suas ofertas tentadoras e letais.
Por isto, fizemos o Atitude 434, a fim de somatizar à adoção de práticas saudáveis, como parceria de prestação de contas, apadrinhamento e grupo de afinidade, com o intuito de nos mantermos em equilíbrio diante de Deus (cf. Eclesiastes 4:12).

Sabemos que somos um grupo de pessoas especiais (1 Pedro 2:9) mas também sabemos que continuamos sendo, simplesmente... pessoas! Não anjos! E como pessoas não podemos vencer as batalhas espirituais que nos assolam, todos os dias, senão através do Nome de Jesus, do qual só podemos lançar mão se, de fato e de coração, tivermos feito uma decisão racional por Ele.

Um edifício, por maior, mais sofisticado e seguro que seja, só resiste a um abalo de grandes proporções, se sua estrutura tiver sido planejada para suportar tal impacto. Assim também a casa espiritual da qual somos pedras vivas. Só resistirá às portas do inferno se cada peça de sua estrutura basilar estiver preparada para suportar os descomunais impactos que a atingem.
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fonte: www.atitude434.com/

ATITUDE 434 - 21 "Quem tem o melhor?"




Quem tem o melhor?

por Pr. Armando Bispo

“Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.”     (Mateus 15:8)
 
“Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento.”     (Lucas 10.27)

Somos estimulados pelo cântico e pelo bom desejo dos irmãos a pensar que o melhor de Deus ainda está por vir. Em verdade, Deus reservou para cada um de nós uma nova terra, um novo corpo, uma nova ordem de coisas que se concretizarão depois da nossa partida, enquanto isso, ou seja, enquanto estamos aqui neste mundo, o melhor de Deus já nos foi concedido. Nada pode ser mais precioso do que a pessoa de Jesus entregue por nós na cruz do Calvário.

O grande desafio é perceber que temos tudo que precisamos para ser feliz agora, sem expectativa quanto ao futuro aqui na terra, pois, ou Deus é tudo ou vamos viver sempre à procura de algo mais, mesmo vindo das mãos de Deus, como se
Ele não bastasse. Ele, digo, Sua pessoa, Sua presença, Seu amor, Sua justiça, Sua bondade, Seu perdão, Sua misericórdia e a Sua firme promessa de que nunca estaríamos sós (Mateus 28:20; Josué 1:5). Neste sentido, o melhor de Deus já veio, já está conosco, já nos tem e nós o temos - Graça que nos basta. Contudo, viver esta perspectiva é um exercício que poucos conhecem ou se dispõem a praticar, porque estamos sempre em busca de mais e daquele algo que ainda não temos, como se a felicidade dependesse daquilo que almejamos.

Na área do sentimento e da vida amorosa, triste daquele que espera encontrar a felicidade no outro, no parceiro, no encontro fortuito de prazer, no ficar, na paquera, no namoro, no noivado, ou mesmo no casamento. Se não levarmos a felicidade para dentro da relação, ela nunca estará lá, e, a minha felicidade só pode ser real se Cristo for tudo que eu preciso para ser feliz. Se Cristo é nosso tudo, as relações de amor, sejam duradouras como no casamento ou passageiras como nas amizades travadas para o mútuo conhecimento, serão sempre prazerosas e transbordantes do cálice já pleno de Deus.


Não temos muito ensino desta faceta da felicidade, não temos porque o ser humano rejeita contentamento para se aventurar em busca de algo mais que está sempre lá fora, o mito da grama mais verde (a do vizinho), o mito da liberdade (de brincar com sentimentos, vida e corpo do outro), o mito do prazer rápido e instantâneo vão tirando do cardápio a possibilidade de pessoas felizes e plenas em Cristo conviverem para repartir aquilo que DEle recebem.


Chegou a hora de transformar as declarações dos lábios em verdades aprendidas e vividas no mais profundo de cada ser - Cristo é suficiente, Ele é o nosso Pastor, por isso, não precisamos de mais nada, Sua Graça nos basta, Seu amor é maior que tudo mais que se possa imaginar. Palavras que se transformadas em vida, evitaria a decepção, a mágoa, o abuso e a frustração da expectativa não atendida.


Em se tratando de Deus, ele não tem como acrescentar mais de si, pois nós já o temos e nele podemos esperar sempre a transbordante medida do seu amor.


Pureza sexual, mente limpa, hábitos puros, relação conjugal natural e regada de amor romântico são ingredientes buscados pelos que compreendem e vivem a suficiência de Cristo.

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ATITUDE 434 - 20 "Quebrando Alianças"




Quebrando Alianças

por Pr. Armando Bispo


“Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria.”    (Colossenses 3.5)

"Veja, isto tocou os seus lábios; por isso, a sua culpa será removida, e o seu pecado será perdoado"    (Isaías 6:7)
Se o meu prazer em Cristo foi substituído por um prazer proibido, embora real, estamos idolatrando a prática, endeusando a sensualidade e nos abrindo às manifestações espirituais do mal. Demônios da prostituição, da impureza e da sensualidade atuam quando abrimos brecha através das práticas ocultas da sensualidade, da pornografia, da pedofilia, do incesto e da relação homossexual pervertida.

Quando entregamos nossa vida a Jesus, Ele, que se fez maldição por nós, quebra as alianças diabólicas e nos insere na sua nova aliança de amor, porém, não devemos omitir aquilo que fizemos no passado sob pena de darmos ao inimigo um estribo, um apoio, uma brecha em nossa vida espiritual. Confessar, desnudar, denunciar através de confissão aberta é a dinamite que detona, implode e anula o apoio que o inimigo continuaria achando em nossa vida sexual.

A confissão ao cônjuge, aos irmãos do pg, ao mentor, aos pais e, principalmente, a Deus, é a chave da vitória sobre a sensualidade idolatrada por pensamentos e práticas. Depois da confissão aberta, cabe a substituição dos padrões de pensamentos impuros pelas verdades bíblicas sobre a sexualidade do homem e da mulher de Deus.

Novos hábitos assumem o lugar das práticas indecorosas na medida que praticamos as disciplinas espirituais, tais como, oração, leitura e meditação da Bíblia, participação disciplinada em um grupo pequeno e nos programas de restauração. Alianças quebradas em Cristo, devem ser relembradas, evocadas, reafirmadas principalmente quando somos flagrados no descaminho da sensualidade sem Deus.
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ATITUDE 434 - 19 "Grante conhecimento; enorme vazio"




Grante conhecimento; enorme vazio

por Pr. Armando Bispo


“Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados, nos quais costumavam viver, quando seguiam a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência.” (Efésios 2:1-2)

É um mito e uma falácia a afirmação de que temos explicação e conhecimento suficiente para tudo. A ciência ainda acumula enormes lacunas de explicação sobre o universo, sua origem, seu destino e sobre a real razão da vida neste imenso e, ao mesmo tempo, ínfimo planeta. A pós-modernidade reage contra a departamentalização do sagrado e do secular, pois desde o século XIX os pensadores transformaram o espíritual e o material substâncias tão separadas quanto água e óleo, com isso, criou-se um abismo entre o sagrado e o profano, entre o divino e o humano, entre o espiritual e o material. Era como se céu e terra nunca fizessem parte de um mesmo sistema.

 
Desta forma, ficou fácil matar a ideia de Deus, ignorar o próprio Deus e anular a possibilidade de sermos também, seres espirituais. Tudo isso, gera no ser humano um vazio, um buraco emocional que só Deus pode preencher. Primeiro, porque fomos criados para a comunhão com o Criador, fomos desafiados por Ele a andarmos Nele, com Ele e na presença dEle - Jesus, sendo que nada pode substituí-lo sendo ele o único capaz de nos preencher em tudo, inclusive nossa carência existencial.

Não admitir a necessidade do espiritual é o mesmo que negar que precisamos de ar para respirar. Somos seres espirituais, temos uma alma que habita e controla nosso corpo, sendo ela a porta de comunicação com o divino, com o transcendente, com a deidade que se revelou através do Filho Jesus. Além da presença do divino, temos dEle o guia de vida capaz de gerar em nós saúde, equilíbrio emocional, esperança, perseverança, certeza de que Ele tem o melhor, mesmo que as circunstâncias digam não.

O conhecimento humano avança, porém, ignora a essência da vida possibilitada pelo constante contato com o Criador. Este conhecimento destituído dos valores e princípios divinos transforma-se numa arma de morte, pois, ignora os princípios da liberdade que temos em Cristo e nos remete a uma escravidão maligna, sem precedentes e que conduz a raça humana ao corredor da morte pela falta de Deus.
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ATITUDE 434 - 18 "Dependentes de Sexo"




Dependentes de Sexo

por Pr. Armando Bispo


“Prometendo-lhes liberdade, eles mesmos são escravos da corrupção, pois o homem é escravo daquilo que o domina.” (2 Pedro 2:19)

Deus instituiu a família como o berço do seu amor que passaria dos pais para os filhos, demonstrando o valor, a importância e o sentido da existência de cada ser. Desde o ventre da nossa mãe, deveríamos estar recebendo afirmação, carinho, cuidado, valorização na medida representativa do amor de Deus por nós, e, a medida que vamos crescendo, podemos conhecer mais e melhor a fonte de amor na pessoa de Jesus.


Infelizmente, muitos de nós nascemos debaixo da rejeição dos pais, sem demonstrações claras de apreço e cuidado, a ponto de sermos entregues nas mãos de terceiros incapazes de nos fazer sentir importantes, cuidados, valorizados e amados por Deus. O resultado disso é a enorme carência de amor que nos empurra para o mundo em busca de significado, valor e atenção, na tentativa de sublimar a profunda dor da alma preterida.


O prazer de ser amado, valorizado e honrado pelos pais terrenos e finalmente por Deus é substituído pelo prazer momentâneo de um orgasmo fortuito, de um encontro aventureiro, de uma carícia anônima, de uma cena erótica revista, até que nos tornamos refém do gole que jamais sacia a nossa sede. Hora da verdade: imagens, gestos e ações compulsivas nos escravizam e nos dominam ao ponto de perdermos a vergonha, o pudor e o respeito pelo sagrado.


Admitir a compulsão por sexo, seja na impureza mental, seja na automanipulação, seja no contato físico com coisas, pessoas e até animais, seria o primeiro passo para a real libertação destas práticas escravizantes. Compartilhar a luta, denunciar a prática e confiar em Jesus para uma total e plena libertação são passos importantes no processo de cura dos que precisam conhecer como o amor de Deus preenche os espaços vazios do coração e da mente, acima de tudo, resgatando a dignidade e o controle sobre os impulsos sexuais. (1 Ts 4:3,4).


Todo adicto em sexo precisa de ajuda, mas toda a ajuda só pode ser dada a quem de fato admite o erro e se coloca à disposição para compartilhar com alguém, principalmente, seu grupo pequeno, suas lutas, fragilidades e compulsões. No grupo, no Celebrando a Restauração, no Retiro Espíritual e na renovação da mente pela leitura e meditação na Palavra de Deus, o dependente de amor e sexo encontra as ferramentas que o coloca no caminho da vitória e da restauração.

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ATITUDE 434 - 17 "Acostumados com a lama"




 Acostumados com a lama

por Pr. Armando Bispo


“Não ofereçam os membros do corpo de vocês ao pecado, como instrumentos de injustiça; antes ofereçam-se a Deus como quem voltou da morte para a vida; e ofereçam os membros do corpo de vocês a ele, como instrumentos de justiça. Pois o pecado não os dominará, porque vocês não estão debaixo da Lei, mas debaixo da graça.” (Romanos 6.13-14)

Já tive oportunidade de participar de uma dinâmica de acampamento, em que o mergulho num poço de lama era o desafio para todos os jovens. Eu era apenas um visitante, mas como imaginei que iriam me jogar no poço, decidi me adiantar e pular logo no início, assim me livraria da pegadinha. O poço era fundo e a lama quase preta e muito úmida, tanto que após o mergulho só dava para ver o branco dos olhos e os dentes dos aventureiros da lama.

Depois do mergulho o local de banho ficava há uns cinco quilometros do poço, sendo necessário caminhar no sol quente até chegar ao local onde havia água limpa. Os primeiros momentos foram horríveis, lama em todo o corpo, mas, surpreendentemente, a medida que caminhávamos, íamos nos acostumando com o barro impregnado, a ponto de não causar mais tanto incômodo como no primeiro contato.

Assim é que fica nosso corpo quando mergulhamos no lamaçal da impureza sexual, quando enlameamos nossa mente com a pornografia, imagens animalescas, brutas, deformadoras daquilo que é natural, vamos sentir uma repulsa inicial até que nos acostumamos com a lama do pecado e nem sentimos mais falta da purificadora Palavra de Deus.

Lama é lama, sujeira será sempre sujeira, pecado será sempre desastroso diante das recomendações divinas. Não podemos nos acostumar com a lama, seja qual for o grau da impregnação, quero dizer, pouco ou muito pecado sexual, pensamento ou ação impura, precisamos do poder purificador do sangue de Jesus.

Enquanto o governo propaga a camisinha, nós propagamos a abstinência como forma mais coerente e saudável de prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis. Enquanto a sociedade anuncia e exalta a separação como fórmula da felicidade, nós queremos fidelidade acima de qualquer desejo pessoal, compreendendo que até que a morte nos separe, fomos feitos um para o outro e com honra, respeito e submissão mútua, vamos vivendo para a glória de Deus.

ATITUDE 434 - 16 "Casar pra quê?"




Casar pra quê?

por Pr. Armando Bispo


“Mas, se não conseguem controlar-se, devem casar-se, pois é melhor casar-se do que ficar ardendo de desejo.” (1 Coríntios 7:9)

“O casamento deve ser honrado por todos; o leito conjugal, conservado puro; pois Deus julgará os imorais e os adúlteros.” (Hebreus 13:4)

Todo jovem seja homem ou mulher deve almejar constituir família, viver a graça de amar pessoas com as quais conviveremos a vida toda. Família é o espaço do amor tolerante, leal, amigo e fraternal, nela experimentamos, a partir dos cônjuges, o companheirismo, a amizade, o transbordar daquilo que temos em Cristo - amor para dar. Através do casamento, duas mentes, duas vidas se encontram depois de sonharem juntas o futuro e a vida a dois, depois vem a descendência, algo que seja resultado do processo de amizade, admiração, amor, sexo e procriação pelo modo mais natural - um homem e uma mulher se multiplicando no milagre da vida que gera vida.

Antecipar um ato ou uma experiência sexual que não tenha o contexto permitido e abençoado do casamento é ignorar o plano divino e assumir o controle do destino, determinando que sexo não precisa de compromisso para a vida. Deus nunca planejou assim e jamais abençoará tal empreendimento. Ao contrário, Deus promete punir os adúlteros que traem e banalizam o compromisso, assim como os impuros que antecipam a relação e fazem do sexo antecipado uma paródia do amor.

Pais, vamos preparar nossos filhos não para a independência, mas para a dependência de Deus e para o prazer de constituirem família. Vamos preparar nossos meninos para o trabalho responsável e provedor, com equilíbrio emocional para assumirem aliança de amor, com pureza e fidelidade. Vamos preparar nossas meninas para o prazer de serem executivas do lar, estudantes e profissionais que deixem um legado de relacionamento familiar com ou sem filhos para a glória de Deus. Vamos estimular nossos jovens a serem castos, puros, responsáveis, trabalhadores e capazes de sonhar com a família e o prazer pleno que o casamento pode oferecer.

Cama sem mancha anterior, orgão sexuais sem sequelas do narcisismo, organismo limpo de doenças sexualmente transmissíveis, sonhos e planos sob a direção de Deus, brancura que traduz a pureza interior, relação sexual sem as deturpações animalescas da pornografia, leito sem mácula, relação "natural" sem projeções eróticas desrespeitosas e manchadas de perversões. Casar sim, mas para viver a plenitude do amor de Cristo no companheirismo, no sexo, na procriação responsável e na contrução de um lar que serve a Deus.
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ATITUDE 434 - 15 "Mais que Desejos"




 Mais que Desejos

por Pr. Armando Bispo


“Pois a nossa luta não é contra seres humanos mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais.” (Efésios 6:12)

Sexo é espiritual e não apenas biológico. Ansiamos por algo mais profundo. Nossa carência é espiritual. Muito mais que desejos, todos nós temos profundos anseios em nosso ser.
Somos seres espirituais, temos um corpo, mas também temos um espírito que age por meio do corpo e está no corpo enquanto estamos vivos.

Nosso espírito, outrora inclinado e treinado nos valores mundanos, esteve morto para Deus e inclinado a satisfazer seus próprios desejos sem limites e sem noção do destrutivo caminho que trilhávamos. A desobediência e a ignorância de Deus nos tornou carentes do Seu amor e do prazer que é andar com Ele, conhecê-Lo e depender dEle para ser feliz.

Por causa disso, saímos em busca de satisfazer nossos desejos e preencher nosso vazio existencial, isso até nos abrirmos para a atuação de seres espirituais, cuja função é nos manter afastados de Deus, dos seus padrões originais e produzir em nós a "sensação" de que podemos nos satisfazer com aquilo e aqueles que o mundo nos oferece. Em busca do prazer mais profundo, nos contentamos com a migalha, com a experiência momentânea, mesmo que doa, mesmo que amargue, mesmo que frustre, ou até, mesmo que mate depois, pois não nos damos conta do que significa estar pleno de Cristo, preenchido pelo amor e cuidado de Deus.

Impureza sexual, aberrações, pornografia e outros vícios, nada mais são do que a tentativa humana de encontrar significado naquilo que se desligou de Cristo e se submeteu aos poderes espirituais das trevas, paródias e deturpações da pureza e do prazer criados por Deus para a satisfação do ser humano. Essa busca profunda da alma nunca saberá o que é "satisfação" e "prazer" plenos, enquanto não se encontrar em Cristo, recebendo-O como Senhor, Dono, Prazer maior, Suficiente Salvador, Amigo, Abrigo e Doador daquilo que o nosso coração pode desejar para viver.

Como nossa luta não é só contra seres humanos perdidos e deturpados na sua maneira de ser, sentir e viver, precisamos nos submeter ao poder Superior, reconhecendo nossa impotência e incapacidade de reagir aos grilhões do vício, e Nele Jesus, encontrarmos poder para expulsar os demônios da imoralidade e aprendermos a fazer escolhas que tragam dignidade ao nosso corpo, pureza para nossa mente e usufruto da felicidade de viver pureza sexual antes ou durante o casamento.

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ATITUDE 434 - 14 "Há esperança!"




 Há esperança!

por Pr. Armando Bispo


"Todavia, lembro-me também do que pode me dar esperança: Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a sua fidelidade! Digo a mim mesmo: A minha porção é o Senhor; portanto, nele porei a minha esperança. O Senhor é bom para com aqueles cuja esperança está nele, para com aqueles que o buscam.”    (Lamentações 3:21-25)

Pobre do peixe que morde a isca do camarão quando tem ao seu redor milhares deles para se deliciar. Pobre é o ser humano que troca o prazer dado por Deus pelo prazer oferecido pelos parceiros da sensualidade, contudo, há esperança! Temos recebido de Deus um chamado, uma palavra de esperança sobre a possibilidade de se experimentar um prazer maior, melhor e eterno. Nenhum peixe fisgado, machucado e prisioneiro do anzol pode fugir do pescador, mas uma pessoa marcada pelo pecado da imoralidade pode encontrar nAquele que reprova e promete punir, um coração aberto para perdoar os que tomam a decisão de deixar o mal e praticar o bem. Deus é misericordioso, significando que Ele não pune segundo nosso merecimento, Ele não mantêm sua ira para sempre, por Jesus e em Jesus temos a esperança do perdão, da restauração e do recomeço em tudo.

Foi assim com o adúltero Davi, foi assim com o leviano Sansão, Deus não vira o rosto para seus filhos, porém, aguarda um gesto de arrependimento e de busca genuína da cura. Suas misericóridas renovam-se a cada manhã, significa que Deus deixa de nos punir como merecíamos e renova seu interesse em nos restaurar a cada manhã, ou a cada dia. Abrir mão do prazer momentâneo é a chave para abrir o coração de Deus em favor dos legítimos anseios e desejos do seu coração. Não é ilegítimo sonhar, porém, será ilegítimo querer assumir o papel de Deus para fazer valer a sua vontade. Deus é Deus e nós somos criaturas limitadas e sem a noção daquilo que é melhor para nós. Hoje, o sol nasceu de novo, a misericórdia de Deus está se manifestando, hoje é dia da reviravolta, entregar-se a Jesus por inteiro, corpo, alma e coração. 

Apresentar nosso corpo como sacrifício vivo, honrar o que Deus honra é o compromisso estampado no Atitude 434 (1 Tessalonisences 4:3, 4), por isso, vamos espalhar essa semente por todos os grupos pequenos, todos os lugares onde pisarem a sola do nosso pé, enfim, em todas as esferas de atuação dos discípulos de Cristo.
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ATITUDE 434 - 13 "Fuja!"




Fuja!

por Pr. Armando Bispo 



“Fuja dos desejos malignos da juventude e siga a justiça, a fé, o amor e a paz, com aqueles que, de coração puro, invocam o Senhor.” (2 Timóteo 2:22)

“Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele mesmo lhes providenciará um escape, para que o possam suportar.” (1 Coríntios 10:13)

Popularmente, quem foge é bandido ou covarde, porém, na lógica divina temos a inteligente e saudável recomendação de nos mantermos sensíveis e atentos àquilo que representa "desejos malignos". Chamados assim, tanto por serem maus como por terem origem no Maligno, aquele encarregado de nos fazer tropeçar, oferecendo um prazer menor e letal, se comparado com o que Deus preparou para cada um de nós.

Fugir significa admitir que não somos fortes para lutar sozinhos contra os apelos da sensualidade, significa que fraquejamos quando estamos expostos por algum tempo a um tipo de insinuação que objetiva "ficar" ou "trair" sem compromisso, sem problema e sem maiores consequências - algo parecido com o "Tudo isso te darei se prostrado me adorares". 

Desejo não é errado, mas desejo maligno sim. Aquele desejo que de cara quebra o mandamento divino, a regra dos bons costumes, a recomendação paterna e os limites do outro, só pode ser de origem maligna e consequentemente trará prejuízos aos que nele (desejo) confiam. Fugir desses desejos passa a ser um ato de reconhecimento da fragilidade e uma busca de refúgio e força em Cristo para resistir.

A boa notícia é que não estamos sós, há um exército de Deus formado por homens e mulheres, jovens e adolescentes que seguem a justiça (praticando o que é justo diante de Deus), vivem pela fé no que de melhor Deus tem para oferecer, creem no suficiente e irrevogável amor de Deus e conseguem viver em paz, pleno e cheio da presença de Deus. Temos que buscar comunhão, abrigo, cumplicidade na luta contra a impureza no meio daqueles que com coração puro, invocam ao Senhor (2 Timóteo 2:22).

Os que possuem o Espírito de Deus, nasceram de novo e se submeteram ao senhorio de Cristo, Deus promete sempre o escape, embora as tentações e os apelos sejam "quase" irresistíveis. O Deus fiel providenciará o escape, o meio de sair correndo, fechar a porta, clicar na pausa, fechar o site, riscar o endereço da agenda, eliminar o número do telefone, apagar o endereço do msn etc. Veja que Deus diz que não seremos tentados além do que podemos resistir, por isso, embora Ele recomenda a fuga constante das oportunidade diabólicas, das armadilhas sensuais, Ele promete também uma porta de escape, uma possibilidade concreta de suportar a pressão e, eventualmente, fugir pela porta do escape.

Não precisamos andar sós, provar o primeiro gole, brincar de "ficar", fazer jogo das descobertas, passar pelos lugares obscenos, fingir que não se importa em ser usado ou usada, posar de herói, experimentar para contar vantagem, ter medo de ficar fora da moda, ser chamado de "careta", não temos que passar pelo portão da sensualidade quando a outra calçada oferece coisa limpa, pura, digna, respeitosa e segundo o plano de Deus.

Deus não quer frustrar os seus legítimos desejos, mas primeiro você precisa aprender a ter prazer nEle (Salmo 37:4), fazer dEle o seu bem maior e, segundo a sua fidelidade, Ele suprirá suas necessidades para muito além do que você imagina. Ninguém terá que esperar demais, quando temos em Jesus o nosso TUDO, nosso alento, nosso valorizador, nosso amigo, nosso salvador.

Assim, mesmo enquanto espero, sou feliz nEle, me contendo nEle, me preencho dEle, e sendo ele misericordioso acrescentará os aspectos do prazer segundo o seu padrão e coração. Eu cri e provei, por isso escrevi.
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ATITUDE 434 - 12 "Intimidade substituída "




 Intimidade substituída

por Pr. Armando Bispo


“Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a coisas e seres criados, em lugar do Criador, que é bendito para sempre. Amém.”     (Romanos 1:25)

“Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria. É por causa dessas coisas que vem a ira de Deus sobre os que vivem na desobediência.”     (Colossenses 3:5-6)


Autoestímulo sexual, seja por figuras, imagens ou manipulação dos órgãos sexuais é uma clara demonstração do egoísmo e da egolatria da raça humana. Amor e prazer sexual devem existir, sempre e apenas, no contexto conjugal onde o relacionamento deve visar sempre a satisfação da outra pessoa, enquanto nos entregamos ao prazer íntimo e sagrado na presença de Deus.

As deturpações físicas e mentais causadas pela pornografia mancham o imaginário da relação íntima e projetam no ato sagrado do casamento figuras, posições e pessoas que, na maioria das vezes, não respeitam os limites, a moral e o pudor do parceiro. Não raro, em nome do amor e da liberdade das quatro paredes, um escraviza o outro que é levado pelo suposto "amor" ou da dita "necessidade" incontrolável e suja do sujeito. Neste caso, a pureza, a naturalidade anatômica dos corpos, segundo a criação divina, dão lugar a práticas geradas na mente corrompida dos fabricantes diabólicos das fantasias eróticas.

É inegável os perigos que cercam a masturbação, os quais se manifestam quando a prática se torna um hábito adquirido. Sequelas negadas pelos apologetas da promiscuidade, a insensibilidade e a ejaculação precoce são os males mais comuns de tal prática narcisista. A pessoa que se alimenta da pornografia e da masturbação, embora não encontre um texto específico que proíba tal prática, deve considerar que ninguém pode experimentar isso sem violar princípios bíblicos de pureza da mente, dos olhos, do coração e da vontade de Deus. 

Jesus disse: "Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela" (Mateus 5:27-28), indicando que a impureza sexual começa no imaginário, na mente alimentada pela lascívia e pela fantasia do proibido. Nenhum pornógrafo ou masturbador deixa de ter uma imagem mental de alguém com quem ele estaria se relacionando ou imaginando se relacionar, ou seja, ele adultera em pensamento e isto é pecado.

É perfeitamente possível alimentar a mente com valores e princípios divinos e se livrar dos corrompidos sonhos e fantasias do erotismo banal. O processo começa com o reconhecimento da incapacidade de controlar instintos e práticas pornográficas, em seguida o reconhecimento de que em Cristo e no poder do Espírito Santo temos a fonte da água que nos limpa e nos conduz à pureza sexual. Outro passo é a confissão franca e aberta no âmbito da comunidade, seja a irmãos de confiança ou no Pequeno Grupo, lugar onde podemos abrir nossas lutas e sermos curados e acompanhados pelos irmãos (Tiago 5:16). Os passos do Celebrando a Restauração nos encaminham a uma vida de denúncia do pecado e dependência no Deus que salva, cura e santifica. 

Não admita ser, ou continuar sendo, refém do inimigo e suas deturpações sexuais, hora de romper com as cadeias e experimentar o verdadeiro prazer e liberdade de andar puro mental, física e emocionalmente na presença de Deus.
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